IA em Buscas: Como AEO e GEO Transformam a Descoberta de Marcas

A IA está mudando a busca online: menos cliques em resultados tradicionais e mais respostas diretas. Entenda como AEO e GEO moldam a descoberta de marcas.

IA em Buscas: Como AEO e GEO Transformam a Descoberta de Marcas

A forma como encontramos informações e descobrimos marcas online está passando por uma revolução silenciosa, impulsionada pela inteligência artificial. Em 2025, um estudo do Pew Research Centre analisou 68.879 buscas no Google e revelou um dado surpreendente: usuários que se depararam com resumos gerados por IA clicaram em resultados tradicionais em apenas 8% das vezes. Em contraste, aqueles que não viram resumos de IA clicaram em resultados convencionais quase o dobro das vezes, chegando a 15%. Mais alarmante ainda, um quarto dos usuários que viram um resumo de IA encerraram sua sessão sem clicar em nada. Essa mudança de comportamento sinaliza um futuro onde a descoberta de marcas será profundamente moldada pela IA, levantando a questão crucial: como seu conteúdo está preparado para essa nova realidade?

O Declínio dos Cliques e o Impacto da IA

As pessoas estão buscando mais do que nunca, mas os cliques em resultados tradicionais estão em queda livre. Relatórios de maio de 2025 indicaram que as impressões de busca no Google aumentaram 49% após o lançamento das Visões Gerais de IA (AI Overviews). No entanto, no mesmo período, os cliques totais caíram quase 30%. Um estudo mais aprofundado, cobrindo 25,1 milhões de impressões orgânicas em 42 organizações, revelou um declínio ainda mais acentuado para consultas que acionavam especificamente as Visões Gerais de IA. Os dados são claros:

O CTR orgânico caiu 61%, de 1,76% para 0,61%.

O CTR pago despencou 68%, de 19,7% para 6,34%.

Até mesmo consultas sem Visões Gerais de IA viram o CTR orgânico cair 41% ano a ano.

Em março de 2025, uma em cada cinco buscas no Google produziu um resumo de IA.

Essa tendência, que já era prevista por analistas como o Gartner, que estimava uma queda de 25% no volume de busca tradicional até 2026, demonstra a urgência para as marcas se adaptarem. Com plataformas de IA generativa como o ChatGPT atraindo bilhões de visitas mensais, é inegável que a busca por IA é um fator determinante. A questão agora não é se a IA importa, mas sim como o conteúdo é estruturado para os diferentes métodos de recuperação e apresentação de informações que a IA utiliza.

AEO vs. GEO: Entendendo as Abordagens da IA

Para navegar neste novo cenário, é fundamental compreender o framework proposto pelo SimilarWeb sobre AEO (AI Engine Optimization) e GEO (Generative Engine Optimization). O AEO refere-se à otimização de conteúdo para ser encontrado por mecanismos de busca que utilizam IA para gerar resumos e respostas diretas, muitas vezes apresentadas no topo da página. Pense em quando o Google te dá uma resposta concisa antes mesmo de você ver os links tradicionais. O GEO, por outro lado, foca em otimizar o conteúdo para ser incluído e destacado em respostas mais complexas e criativas geradas por IA, como artigos ou narrativas que podem ir além de uma simples resposta factual.

Essas duas abordagens exigem estratégias distintas. Para o AEO, a clareza, a precisão e a estrutura de dados são primordiais. O conteúdo precisa ser facilmente interpretável pela IA para que ela possa extrair as informações relevantes e apresentá-las de forma confiável. Já o GEO demanda uma compreensão mais profunda da intenção do usuário e da capacidade da IA de gerar conteúdo envolvente e contextualizado. Isso pode envolver storytelling, a criação de conteúdo mais aprofundado e a garantia de que a marca seja apresentada de forma autêntica e valiosa dentro de um contexto mais amplo.

O que isso significa na pratica

Na prática, as marcas precisam repensar suas estratégias de SEO e marketing de conteúdo. Em vez de focar apenas em palavras-chave para rankear em resultados tradicionais, é essencial criar conteúdo que responda diretamente às perguntas que os usuários fariam a uma IA. Isso significa:

  • Estruturar o conteúdo de forma clara e concisa, utilizando títulos, subtítulos e listas para facilitar a extração de informações pela IA (essencial para AEO).
  • Investir em conteúdo aprofundado e de alta qualidade que ofereça valor real e contexto, permitindo que a IA o utilize para gerar respostas mais ricas e envolventes (crucial para GEO).
  • Otimizar para intenção de busca, antecipando as perguntas que os usuários fariam a um chatbot ou assistente de IA e fornecendo respostas diretas e completas.
  • Monitorar as tendências de busca por IA e adaptar a produção de conteúdo com base nos insights gerados por ferramentas de análise de IA.
  • Considerar a criação de conteúdo multimodal, pois a IA está cada vez mais capaz de processar e gerar imagens, vídeos e áudio.

Ignorar essa mudança significa correr o risco de se tornar invisível para uma parcela crescente do público. A adaptação a essas novas dinâmicas de busca impulsionadas por IA não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade para garantir a relevância e a descoberta de marcas no futuro digital.


Fontes