IA no Google: Como AEO e GEO mudam a descoberta de marcas

A IA no Google está mudando a forma como descobrimos marcas. Entenda as diferenças entre AEO e GEO e prepare seu conteúdo para o futuro da busca.

IA no Google: Como AEO e GEO mudam a descoberta de marcas

A Revolução da Busca: IA e a Mudança no Comportamento do Usuário

O cenário da busca online está passando por uma transformação radical impulsionada pela Inteligência Artificial (IA). Uma análise do Pew Research Centre em março de 2025, que examinou 68.879 buscas no Google, revelou um dado surpreendente: usuários que se depararam com resumos gerados por IA clicaram em resultados tradicionais apenas 8% das vezes. Em contraste, aqueles sem resumos de IA clicaram em resultados tradicionais quase o dobro, com 15%. Mais alarmante ainda, um quarto dos usuários expostos a resumos de IA encerraram suas sessões sem clicar em nada. Esse fenômeno aponta para uma mudança significativa em como as pessoas descobrem marcas e produtos, indicando que o futuro da busca e da descoberta de marcas está intrinsecamente ligado às capacidades da IA generativa, como o ChatGPT, que já atrai bilhões de visitas mensais. A questão crucial para as marcas agora é entender como adaptar seu conteúdo para os dois modos distintos em que a IA recupera e apresenta informações: AEO (AI-Engine Optimization) e GEO (Google-Engine Optimization).

AEO vs. GEO: Duas Abordagens para a Descoberta de Marcas

A ascensão da IA no Google introduziu duas formas principais de como os resultados de pesquisa são apresentados e consumidos. O AEO (AI-Engine Optimization) refere-se à otimização de conteúdo para ser compreendido e apresentado diretamente por sistemas de IA, como os resumos que aparecem no topo das páginas de resultados. Por outro lado, o GEO (Google-Engine Optimization) continua sendo a otimização tradicional focada em classificar o conteúdo para exibição em listagens de busca orgânica e paga. A pesquisa do Pew Research Centre demonstra que a preferência do usuário está migrando para as respostas rápidas fornecidas pela IA, o que impacta diretamente as taxas de cliques (CTR). Um estudo da BrightEdge em maio de 2025 indicou que, no ano seguinte ao lançamento das AI Overviews (Visões Gerais de IA), as impressões de busca no Google aumentaram 49%, enquanto os cliques caíram quase 30%. A Seer Interactive, analisando 25,1 milhões de impressões orgânicas, observou quedas ainda mais acentuadas: o CTR orgânico para consultas com AI Overviews caiu 61%, e o CTR pago despencou 68%. Essa tendência sugere que as estratégias de SEO tradicionais precisam ser complementadas com táticas voltadas para a IA, a fim de garantir a visibilidade da marca na nova era da busca.

O que isso significa na prática

Para as marcas, a mudança para a busca impulsionada por IA significa uma reavaliação completa das suas estratégias de marketing de conteúdo e SEO. Em vez de focar apenas em obter um bom ranking nas listagens tradicionais (GEO), as empresas precisam começar a otimizar seu conteúdo para ser facilmente compreendido e citado pelas IAs (AEO). Isso envolve criar conteúdo claro, conciso, bem estruturado e que responda diretamente às perguntas que os usuários fazem. A utilização de dados estruturados, como schema markup, torna-se ainda mais importante para ajudar os motores de busca e as IAs a entenderem o contexto e a relevância do seu conteúdo. Além disso, é fundamental monitorar as métricas de desempenho de forma diferente, prestando atenção não apenas aos cliques, mas também às impressões e à forma como a IA está interagindo com o conteúdo. Empresas que não se adaptarem correm o risco de ver sua descoberta de marca diminuir drasticamente, enquanto seus concorrentes que abraçarem o AEO começarão a dominar os novos espaços de atenção gerados pela IA.

O Futuro da Descoberta de Marcas na Era da IA

A trajetória é clara: a IA continuará a moldar a forma como os usuários interagem com a informação online e descobrem novas marcas. Previsões como a da Gartner, que em 2024 antecipou uma queda de 25% no volume de busca tradicional até 2026, reforçam a necessidade de adaptação. A busca não é mais apenas sobre encontrar links, mas sobre obter respostas diretas e eficientes. Para as marcas, isso se traduz em uma oportunidade de se tornarem fontes de informação confiáveis e acessíveis, diretamente no fluxo de consumo de conteúdo gerado pela IA. Ignorar essa evolução significa ficar para trás em um mercado cada vez mais competitivo. A verdadeira verdade, que se multiplica com o conhecimento, é que a IA é um meio poderoso para alcançar resultados, e compreendê-la na prática é o caminho para o sucesso.


Fontes