Manulife Integra IA em Fluxos Financeiros para Automação e Decisão

Manulife avança na integração de IA agentic em fluxos financeiros para automação de tarefas e aprimoramento da tomada de decisões. Descubra o impacto prático dessa revolução operacional.

Manulife Integra IA em Fluxos Financeiros para Automação e Decisão

Grandes instituições financeiras têm dedicado anos à exploração da inteligência artificial em projetos de menor escala, focando principalmente em análise de dados ou ferramentas de suporte ao cliente. Agora, a próxima fronteira parece ser mais operacional: a implementação de sistemas capazes de agir diretamente nos fluxos de trabalho das empresas. A seguradora canadense Manulife está avançando nessa direção, com o objetivo de implantar sistemas de IA baseados em agentes em suas operações internas. Este movimento estratégico visa não apenas otimizar processos de alto volume, mas também aprimorar a tomada de decisões internas, conectando a tecnologia a resultados práticos e tangíveis para o negócio.

IA em Ação: Agentes Autônomos nos Processos Financeiros

A Manulife está desenvolvendo capacidades para suportar a chamada IA agentic, um tipo de sistema que pode executar tarefas em diferentes ferramentas de software e conjuntos de dados de forma autônoma. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo para automatizar tarefas repetitivas e auxiliar na tomada de decisões estratégicas dentro da companhia. Empresas do setor de seguros lidam com um volume massivo de dados estruturados, como informações de apólices, registros de sinistros, avaliações de subscrição e relatórios financeiros. Tradicionalmente, esses dados transitam por diversos sistemas e equipes antes que uma decisão seja tomada, criando um cenário ideal para a automação. A nova plataforma da Manulife permitirá que equipes implementem agentes de IA que interagirão diretamente com os sistemas e dados internos, indo além da simples resposta a comandos únicos.

Impacto Financeiro e Expansão da IA Generativa

A expectativa da Manulife é que suas iniciativas de inteligência artificial gerem mais de US$ 1 bilhão em valor até 2027, impulsionadas por ganhos de produtividade e automação de fluxos de trabalho. A empresa já investe em IA há anos, mas o foco atual é a integração profunda da tecnologia nas operações diárias. Paralelamente, a Manulife tem expandido o uso interno de ferramentas de IA generativa. Atualmente, a companhia possui mais de 35 casos de uso de IA generativa em produção, com planos de expandir esse número para cerca de 70 nos próximos anos. Um dado notável divulgado pela empresa é que aproximadamente 75% de sua força de trabalho global já utiliza ferramentas de IA generativa em alguma capacidade, evidenciando a adoção generalizada da tecnologia.

O que isso significa na prática

Na prática, a Manulife está transformando a maneira como executa suas tarefas financeiras e operacionais. Em vez de depender exclusivamente de intervenção humana para mover informações entre sistemas, revisar documentos complexos ou gerar relatórios preliminares, a empresa está implementando agentes de IA que podem realizar essas ações de forma mais rápida e eficiente. Isso se traduz em:

  • Redução de tempo em processos manuais: Tarefas como a verificação de dados em apólices ou a consolidação de relatórios financeiros podem ser aceleradas significativamente.
  • Melhora na precisão: A automação de tarefas repetitivas minimiza erros humanos, levando a dados mais confiáveis.
  • Tomada de decisão mais ágil: Com dados processados e analisados por IA, os gestores podem tomar decisões mais informadas e em menor tempo.
  • Liberação de equipes para tarefas estratégicas: Ao automatizar o trabalho de alto volume, os colaboradores podem focar em atividades de maior valor agregado, como análise estratégica e inovação.

A integração de IA agentic nos fluxos de trabalho financeiros representa um passo crucial para a Manulife, demonstrando como a inteligência artificial pode ser aplicada não apenas para analisar, mas para agir e transformar operações de negócios. O futuro aponta para uma colaboração cada vez maior entre humanos e sistemas de IA, onde agentes autônomos se tornam parceiros essenciais na execução de tarefas complexas, impulsionando a eficiência e a inovação no setor financeiro.


Fontes