Pentágono amplia fornecedores de IA e redefine papel da Anthropic
O Pentágono amplia sua lista de fornecedores de IA, mas a Anthropic enfrenta desafios com o governo dos EUA. Entenda o impacto dessa mudança na defesa.
A administração dos Estados Unidos está se movendo rapidamente para integrar mais empresas de inteligência artificial (IA) em suas operações de defesa. Recentemente, o Pentágono adicionou quatro novas empresas à sua lista de fornecedores preferenciais, incluindo gigantes como Microsoft, Amazon, Nvidia e Reflection AI, que ainda não lançou um modelo publicamente disponível. Essas empresas se juntam a nomes como OpenAI, xAI e Google, autorizados a fornecer tecnologias para operações classificadas, abrangendo um espectro de usos considerados legais pela administração. Essa mudança marca um passo significativo na construção de uma força de combate impulsionada por IA.
No entanto, essa expansão não ocorre sem controvérsias. A Anthropic, uma das empresas de IA que estava inicialmente na lista de fornecedores, teve um atrito com o governo dos EUA. O CEO da Anthropic, Darius Amodei, expressou preocupações sobre como a tecnologia da empresa poderia ser utilizada, temendo que pudesse ser empregada em vigilância da população civil ou no desenvolvimento de armas autônomas. Em resposta a essas preocupações, o Pentágono cancelou um contrato de $200 milhões com a Anthropic, levando a empresa a buscar reparação na justiça por perdas financeiras.
O Pentágono declarou que sua intenção é construir uma arquitetura que evite o chamado 'vendor lock-in' de fornecedores de IA, garantindo flexibilidade a longo prazo para as forças conjuntas. As novas tecnologias de IA serão utilizadas em níveis de impacto seis (dados secretos) e sete (materiais altamente classificados), contribuindo para a criação de uma força de combate que prioriza a IA. Atualmente, o uso de IA generativa pelo Pentágono está restrito a tarefas não classificadas, mas a expectativa é que essa integração se expanda rapidamente.